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domingo, 1 de dezembro de 2013

O retorno das pombas à catedral de Dijon

As gárgulas da catedral de Dijon passavam muito frio no Natal
As gárgulas da catedral de Dijon passavam muito frio no Natal
Na Borgonha, as pedras nunca são brancas por vontade de Deus.

Ao contrário, com o passar dos anos e dos séculos elas ficam bem cinzentas e até pretas.

No alto da catedral, as gárgulas – aquelas esculturas de animais quiméricos colocadas para dar vazão às águas de chuva e qualquer outra sujeira tirada por esta do telhado –, sempre bem alinhadas, estavam mais do que feias.

Mais. Sentiam-se doentes e tristes no seu pétreo silêncio.

Por obra dos entalhadores, elas tinham formas de diabos, monstros e animais horríveis.

O vento, a chuva, as geadas, as fumaças, tudo contribuía para deixá-las mais estragadas, repulsivas e decadentes.

Acontecia também – e ninguém sabia explicar – que as pombas tinham diminuído em número, a ponto de quase desaparecerem.

Só restavam algumas, mas estavam velhas e doentes. Já não se via seu vulto branco no céu e nos galhos das árvores.

A Virgem Negra da catedral de Dijon
A Virgem Negra da catedral de Dijon
Elas não mais arrulhavam como outrora nos jardins.

O Natal foi se aproximando, e com ele o frio, o vento gélido e os nevoeiros do inverno que estragavam as gárgulas.

Uma noite gelou de rachar a pedra, que rachou verdadeiramente numa noite de lua: o gelo fez estourar encanamentos e gárgulas.

Essa tragédia desencadeou uma revolta. Enquanto os homens dormiam, as gárgulas saíram de seu sono pétreo, reuniram-se num conciliábulo noturno e tomaram uma grande decisão.

Dias atrás elas tinham ouvido que na capela da Virgem Negra, na catedral, havia sido montado um grande presépio.

Dizia-se que ali havia velas, luz, calor.

Na véspera, os sinos haviam repicado com maior força e toda a cidade fora visitar o referido presépio.

Mais tarde, as pessoas voltaram felizes às suas casas aquecidas, enquanto as portas da catedral eram fechadas.

Ouviram que o mais belo Menino estava lá
As gárgulas haviam visto aquele espetáculo.

Mais: do alto da catedral, elas contemplavam de um extremo a outro da cidade centenas de janelas iluminadas nos aconchegantes lares.

Ainda ouviram elas que dentro da capela podia-se ver o mais belo bebê que nasceu na Terra.

As gárgulas chegaram a um acordo: embora feitas de pedra estragada pelo frio, elas se refugiariam na capela e falariam com o Menino.

Acabariam com aquele frio e, além do mais, fariam alguma coisa inusual!

Na hora mais pesada da noite, começaram elas a se movimentar, cada uma mais feia do que a outra, mais enegrecida e suja do que a vizinha, mais torta e espantosa do que se podia imaginar.

Agrupadas se pareciam mais com um bando de corvos negros.

Elas eram dezenas e voavam em torno do campanário à procura de alguma entrada. Assim que a descobriram enfiaram-se todas dentro num só e sinistro voo.

Quando o Menino as viu chegar chorou de espanto
Quando o Menino as viu chegar com suas enormes asas pretas e repugnantes bicos pontiagudos, começou a chorar de horror.

Nem sua Mãe conseguia acalmar seu choro de medo.

Apavorados pelo pânico que eles próprios tinham suscitado, os corvos-gárgulas retrocederam.

E se reuniram de lado de fora, numa hora em que a neve começara a cair.

Puseram-se então a discutir o que fazer.

A disputa foi longe e não chegavam a um acordo. Voltar ao teto da catedral? Que horror! Que frio!

Mas fazer chorar um recém-nascido era um crime insuportável!

Finalmente, decidiram voltar à capela, devagarzinho, em boa ordem, calmamente, com silêncio e disciplina.

Vendo-as o Menino riu
Na segunda vez, vendo-as o Menino riu
Quando o Menino os viu, começou a rir. E o fazia a plenos pulmões de gáudio e satisfação.

Os corvos-gárgulas não acreditavam no que viam. Eles, esses monstros alegravam o Menino?

Eles se olharam uns aos outros e atinaram com estupefação que não se pareciam mais corvos.

A neve que caíra sobre eles do lado de fora os tinha recoberto com seu manto branco.

Vendo-os chegar, a Mãe daquela divina Criança voltou seu olhar com um sorriso apiedado para o tabernáculo, e rogou para que a neve branca e delicada que os cobria nunca mais derretesse.

Se aqueles pássaros não assustaram o Menino era porque sua plumagem tinha ficado suave, sedosa e alva.

Foi assim que numa bela manhã de Natal os habitantes de Dijon viram que as pombas haviam reaparecido voando sobre a catedral.

É por isso também que os guias honestos contam aos turistas que as gárgulas hoje existentes na catedral não são as originais, mas meras cópias.

(Fonte: Sophie e Béatrix Leroy d’Harbonville, “Au rendez-vous de la Légende Bourguignonne”, ed. S.A.E.P., Ingersheim 68000, Colmar, França)





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domingo, 24 de novembro de 2013

Os pastores de Belém – conto de natal

Anúncio aos pastores. Universidade de Califórnia-Berkeley UCB029
Anúncio aos pastores. Universidade de Califórnia-Berkeley UCB029

Naquela noite misteriosa, encoberta de nuvens, um grupo de pastores tinham uma diferente sensação de tranquilidade interna em suas almas.

Algo estava para acontecer, mas nenhum deles ousava exprimir aos outros aquilo que pensavam ser um sentimento meramente pessoal.

Sentados em roda, conversavam sobre a chuva que poderia cair durante a madrugada e o cuidado redobrado que teriam para cuidar de suas ovelhas.

Mas aquela noite misteriosa parecia que desejava revelar-lhes um segredo e à medida que o tempo passava uma mistura de temor e alegria os inundava cada vez mais.

Embora externassem uns aos outros as preocupações com a chuva, suas atenções segundas estavam voltadas para aquela serena sensação interna, cheia de calma e alegria.

O silêncio, muitas vezes, é a atitude primeira da alma em face do mistério quando este se apresenta carregado de uma beleza inefável.

Todo mistério tem algo de obscuro como a noite. Quando obra da graça, esse obscuro é acompanhado por estrelas radiantes que fazem a alma entrever, apesar do escuro do mistério, a luz da verdade inatingível pela razão.

Se se trata de um mistério divino, esse obscuro não é culpa do mistério, mas da razão humana que é finita e incapaz de abarcar tudo aquilo que Deus revela.

E Deus deu a alma humana uma sede misteriosa pelo mistério. Tanto que quando o homem, por um ato de revolta, nega os divinos mistérios sobrenaturais e os julga como contrários a sua razão – tão pequena, aliás, e tão debilitada pelo pecado original; minúscula como um grão de poeira se comparada com o tamanho do universo – a alma do homem, assim turvada, se volta ainda assim para os mistérios, mas para as trevas misteriosas do preternatural, do esoterismo e do ateísmo.

Sim, nada mais sinistramente misterioso do que as trevas do ateísmo e nada é tão inexplicável à razão quanto a fé de seus adeptos.

Naquela noite, toda a natureza parecia sorrir para os pastores. Mas, como? Se era... noite? Durante a noite não se sente apenas medo e terror do perigo iminente e do sombrio das trevas que acobertam os ladrões e as feras?

Anúncio aos pastores. Free Library of Philadelphia, Rare Book Department
Anúncio aos pastores. Free Library of Philadelphia, Rare Book Department
Como era possível sentir aquela misteriosa sensação de calma, tranquilidade e paz? Havia realmente algo diferente. Um misterioso mistério perfumava aquela noite nos campos próximos à Belém.

Mas, entre os pastores, diversas eram as atitudes de alma que cada um tomava em face daquela sensação misteriosa que os invadia.

Uns percebiam que aquilo poderia significar que Deus interviria novamente no curso da História.

Lembravam-se dos profetas que anunciavam a vinda do Messias, da paganização que cobria a Terra, da história misteriosa e paradoxal de uma Virgem que havia concebido e das opressões que sofriam os fiéis às Leis de Deus naquela Jerusalém decadente.

Outros pastores apenas identificavam aquela sensação com uma esperança de que a chuva não viesse e assim pudessem ter uma noite mais tranquila.

Alguns outros, dentre eles, viam naquele sentimento algo que contrariava seu modo de vida libertino e desregrado.

Entregues às paixões desordenadas e à desordem temperamental que os vícios morais causavam, eles se achavam indignos daquele sentimento de alegria primaveril que, há tantos anos, haviam afogado na fanfarronice febricitante de uma vida onde a virtude não passava de uma palavra. A saudade desse período de inocência perdido os sensibilizava.

O tempo corria e a noite se firmava. A escuridão parecia pesar cada vez mais. Em certo momento, os pastores notaram que seus rebanhos estavam silenciosos como nunca antes estiveram. Os animais pareciam participar daquela sensação aprazível e serena de algo misterioso.

Quando menos esperavam, uma luz misteriosa apareceu. Tão forte e intensa que os cegou por instantes e não conseguiam abrir os olhos por mais que tentassem. O temor tomou conta de suas almas.

Segundos depois, a luz perdeu sua intensidade e eles então puderam ver um anjo pairando no ar. Mas a luz que emanava de seu interior ainda impedia que aqueles homens fixassem suas vistas naquele ser.

Adoração dos pastores. Giorgio Barbarelli da Castelfranco, dito Giorgione, por volta de 1500.
Adoração dos pastores. Giorgio Barbarelli da Castelfranco,
dito Giorgione, por volta de 1500.
Pela primeira vez eles sentiam-se impotentes e como que diante de algo que poderia lhes tirar a vida com um só ato de vontade. O temor aumentara.

“Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor”, disse-lhes o anjo num tom de voz que eles nunca antes haviam ouvido.

E o escuro do céu subitamente deu lugar a um coro do exército celeste, que louvava a Deus e dizia como num brado de guerra e ao mesmo tempo como num canto de vitória contra o demônio conspirador da perdição dos homens:

— “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina”.

Todos olhavam para o firmamento e contemplavam aquele espetáculo que em um instante sumiu dando lugar novamente à escuridão da noite.

Um bezerrinho encostou-se em seu pastor e este, olhando para o céu, tirou o tecido que lhe cobria a cabeça e apontou para o horizonte dizendo: olhem!

As nuvens começaram a se abrir e por detrás delas uma estrela desconhecida brilhava fortemente. No alto da colina, os pastores divisaram uma pequena caravana com três camelos que rumava na direção daquele astro.

“Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou”, falaram entre si os pastores.

E, assim, naquela noite misteriosa, a luz resplandeceu na Terra ( Jo. 1, 5).


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domingo, 12 de maio de 2013

Suger, abade de Saint Denis: não poupar arte nem riqueza no culto sagrado

O abade Suger aos pés de Jesus Cristo, vitral da abadia de Saint-Denis
O abade Suger aos pés de Jesus Cristo, vitral da abadia de Saint-Denis
Dom Suger (1081-1151) foi abade de Saint-Denis (França), desde 1122 até sua morte.

Hábil diplomata, foi conselheiro de Luís VI e de Luís VII e Regente durante a Segunda Cruzada.

Foi chamado de “pai da monarquia francesa”.

Suger formulou uma justificação filosófica para a vida e a arte, notadamente para suas realizações arquitetônicas. Compartilhando o sentir medieval, ele concebia os monumentos como obras de teologia.
Interior da abacial de Saint-Denis, Paris, França

O abade Suger foi grande teólogo, poeta, patrono das artes e organizador das funções litúrgicas.

Ele pregou a via da elevação da alma até a contemplação das coisas divinas a partir da beleza material retamente aproveitada.

A sua influencia na arquitetura gótica foi prodigiosa, especialmente pelas maravilhas introduzidas na Basílica abacial de Saint-Denis.

Cálice do abbé Suger
Cálice do abbé Suger
Esta basílica é a necrópole dos reis da França, e subsiste até hoje, não longe do centro de Paris.

Ele escreveu:

“No que concerne à beleza dos vasos sagrados, nós acreditamos, que devemos esculpi-los primorosamente, com uma nobreza externa que corresponda à dignidade com a qual nós os manipulamos no Santo Sacrifício da Missa.

“Pois, em todas as coisas sem exceção ‒ seja pela matéria ou pelo espírito ‒ nós devemos servir o Redentor o mais perfeitamente possível.

“E é por isso que nada será suficientemente precioso, nem suficientemente belo, nem suficientemente esplêndido para conter as Sagradas Espécies.

“No Antigo Testamento, os judeus empregavam vasos e utensílios de ouro para recolher o sangue dos bodes, veados e vacas sacrificadas.

“Os cristãos no poderiam ornar com pedras preciosas os cálices de ouro que contêm o sangue de Cristo?

“A beleza da casa de Deus deve, com maior razão, dar aos fiéis como que um antegosto da beleza do Céu.

“A visão da beleza multicolor das pérolas, com freqüência, me liberou das preocupações da vida exterior elevando minha alma pelo deleite dos esplendores sensíveis até a consideração das virtudes diversas de que elas são o símbolo.

“Esta visão me deu a ilusão de me encontrar, por assim dizer, numa terra estrangeira que de maneira alguma era a terra de lama deste baixo mundo, mas ainda não era a pura região do Céu.

“Assim, parece-me que por meio do regozijo com a beleza material, nós podemos, com a ajuda de Deus, sentirmos transportados, por via anagógica (elevação da alma na contemplação das coisas divinas, êxtase, arrebatamento, enlevo), até a fruição espiritual da beleza suprema”.

(Fonte: apud Edgar de Bruyne, “Le conflit des esthétiques”, Albin Michel, Paris, 1998, p. 143).


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domingo, 28 de abril de 2013

São Francisco de Assis exorta discípulos a procurarem maior luxo para o Santíssimo Sacramento

Turíbulo para queimar incenso, medieval
Turíbulo para queimar incenso na Adoração, medieval

De uma carta de São Francisco de Assis a todos os Superiores dos Frades Menores:

A todos os Custódios dos frades menores que receberem esta carta, Frei Francisco, pequenino servo vosso em Deus Nosso Senhor, deseja a salvação com os novos sinais do céu e da terra, que, grandes e excelentíssimos aos olhos do Senhor, são contudo tidos em conta de vulgares por muitos religiosos e outros homens.

Peço-vos ainda com mais insistência do que se pedisse por mim mesmo, supliqueis humildemente aos clérigos, todas as vezes que o julgueis oportuno e útil, que prestem a mais profunda reverência ao Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo bem como a seus santos nomes e palavras escritos, que tornam presente o seu Sagrado Corpo.

Ostensório para o Ssmo Sacramento, Groninger Museum
Ostensório para o Ssmo Sacramento,
Groninger Museum
Os cálices e corporais que usam, os ornamentos do altar, enfim tudo quanto se relaciona ao sacrifício, sejam de execução preciosa.

E se em alguma parte o Corpo do Senhor estiver sendo conservado muito pobremente, reponham-no em lugar ricamente adornado e ali o guardem cuidadosamente encerrado segundo as determinações da Igreja, levem-no sempre com grande respeito e ministrem-no com muita discrição.

Igualmente os nomes e palavras escritos do Senhor deverão ser recolhidos, se encontrados em algum lugar imundo, e colocados em lugar decente.

E em todas as pregações que fizerdes, exortai o povo à penitência e dizei-lhe que ninguém poder salvar-se se não receber o Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor.

E quando o sacerdote o oferecer em sacrifício sobre o altar, e aonde quer que o leve, todo o povo dobre os joelhos e renda louvor, honra e glória ao Senhor Deus vivo e verdadeiro.

Altar, Alemanha
Anunciai e pregai a todo o povo o seu louvor, de modo que a toda hora, ao dobre dos sinos, o povo todo, no mundo inteiro, renda sempre graças e louvores ao Deus onipotente.

E todos os meus Irmãos custódios que receberem esta carta e a copiarem e guardarem consigo e a fizerem copiar para os Irmãos incumbidos da pregação e do cuidado dos Irmãos, e pregarem até o fim o que nela está escrito, saibam que terão a bênção do Senhor Deus e a minha.

E isto lhes seja imposto em virtude da verdadeira e santa obediência. Amém.

E o poverello de Assisi insistia numa segunda carta com zelosa premência:

A todos os custódios dos frades menores que receberem esta carta, Frei Francisco, o menor dos servos de Deus, envia saudação e santa paz no Senhor.

Sabei que existem algumas coisas que aos olhos de Deus são sumamente superiores e sublimes, as quais os homens por vezes julgam vis e abjetas; e outras existem que os homens tem em alto preço e admiração, ao passo que Deus as vê como as mais vis e abjetas.

Imaculada Conceição, detalhe de paramento sacerdotal bordado por dominicanas inglesas
Imaculada Conceição, detalhe de paramento sacerdotal bordado por dominicanas inglesas
Peço-vos, diante de Deus Nosso Senhor, tanto quanto posso, que entregueis aquela carta que trata do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor aos bispos e clérigos e guardai bem na memória o que a respeito disso vos recomendamos.

Acerca da outra carta que vos envio, rogo-vos que a façais chegar às mãos dos podestás, cônsules e regentes; fazei dela muitas cópias, para que se divulguem entre os povos e publicamente os louvores de Deus.

Cuidai bem de entregá-la àqueles que a devem receber.


(Fonte: “Cartas de São Francisco de Assis”, edição digital INTRATEXT)


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