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quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Santa Túnica de Nossa Senhora em Chartres - 1

Catedral de Nossa Senhora, Chartres, França
“Uma coisa é certa: desde muito cedo Nossa Senhora foi venerada em Chartres.

“Na época carolíngia, sua catedral já devia ser o centro mais célebre de seu culto na França do Norte, pois o rei Carlos o Calvo, em 876, presenteou-lhe uma relíquia preciosa entre todas: a Santa Túnica da Virgem.

“A relíquia fora enviada pelo imperador de Bizâncio para Carlos Magno e enriqueceu a igreja de seu palácio em Aquisgrão.

“Essa túnica é a que Nossa Senhora levava no momento da Anunciação, quando concebeu o Verbo.

“A Idade Média não tinha uma relíquia mais pura nem mais poética. Desde cedo, Chartres considerou a Santa Túnica como uma garantia de defesa e um sinal de salvação.

Carlos o Calvo doou a relíquia à catedral de Chartres
“Havia poucos anos que ela estava na catedral quando o rei viking Rollon, ainda pagão, veio sitiar a cidade em 911.

“Um cronista do século XI narra que durante a batalha, o bispo de Chartres compareceu sobre os muros da cidade portando a Santa Túnica como estandarte.

“À vista dela, os normandos, tomados por um terror pânico, desfizeram as fileiras e fugiram.

“Mais tarde, Rollon ele próprio tornou-se cristão e apressou-se em fazer uma doação a Nossa Senhora de Chartres, cujo poder tinha experimentado.

“Durante muito tempo conservou-se uma pequena faca pressa por um cordão de seda ao pergaminho da doação, seguindo o simbolismo do direito bárbaro, .

“O documento possuia uma brevidade e uma grandeza épicas.

A Santa Túnica de Nossa Senhora no seu estado atual
“O doador ditou-o nos seguintes termos:

“Eu, Rollon, duque da Normandia, eu doou aos irmãos da igreja de Nossa Senhora de Chartres meu castelo em Malmaison, que eu ganhei com minha espada e que com minha espada eu defenderei. Que esta punhal sirva de prova”.

“A Santa Túnica foi a grande relíquia de Chartres. Foi sobre tudo ela que tornou célebre a catedral e atraiu os peregrinos durante os séculos”.



Fonte: Émile Mâle, “Notre Dame de Chartres”, Flammarion, Paris, 1994, 190 páginas, p. 17 e ss.



Continua no próximo post




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