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quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

A tríplice coroa dos Papas tomou forma final na Idade Média

Brasão do Estado da Cidade do Vaticano
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O Estado da Cidade do Vaticano tem um brasão. Ele se compõe com duas chaves cruzadas, a tiara pontifícia sobre fundo vermelho e a inscrição “Estado da Cidade do Vaticano” e uma estrela de oito pontas.

A tiara, também conhecida como “triregno” (literalmente tríplice reinado) está composta de três coroas e leva no topo um globo com a cruz.

É a coroa própria dos Papas.

É uma coroa única no mundo. E tomou sua forma praticamente definitiva durante a Idade Média.

Coroas semelhantes à tiara já foram usadas na Antiguidade, inclusive por egípcios, partos, armênios e frigios.

A origem mais remota dela está no Antigo Testamento. Deus disse a Moisés: “Farás também uma lâmina do mais puro ouro, na qual farás abrir por mão de gravador: ‘Santidade ao Senhor’. E atá-la-ás com uma fita de jacinto e estará sobre a tiara, iminente à testa do pontífice. E Arão levará sobre si. E sempre esta lâmina estará sobre a sua testa para que o Senhor lhe seja propício” (Ex, 28, 36-37).

Tiara de Pio VII
Tiara de Pio VII.
Aarão, irmão de Moisés é o arquétipo de Sumo Sacerdote e prefigura os Papas instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo na pessoa de São Pedro, e continuado por seus sucessores de Roma.

O Papa Sérgio III (904-911) fez cunhar moedas com a imagem de São Pedro com tiara. Na basílica inferior de São Clemente, em Roma, um fresco do fim do século XI apresenta o Papa Adriano II (867-872) com a tiara.

A primeira coroa da tiara reúne simbolicamente a jurisdição eclesiástica do Papa e a coroa do governo temporal sobre os feudos pontifícios.

Bonifacio VIII (1294-1303), que sofria execrável revolta do rei da França Filipe o Belo, acrescentou a segunda coroa, para sublinhar que a autoridade espiritual do Papa está por cima da autoridade temporal dos reis.

Bento XII (1334-1342) acrescentou a terceira coroa para simbolizar a autoridade efetiva do Papa sobre todos os soberanos, o que inclui o poder de instituí-los (como fez São Leão III com Carlos Magno imperador) ou destituí-los (como São Gregório VII com o imperador Henrique IV).

As três coroas representam também a potestade máxima na Ordem do Sacerdócio, na Jurisdição (ou poder de mando) Universal e no Magistério Supremo, exclusivos do Sumo Pontífice.

Tiara de Gregorio XVI, 1834
No século XIII foram acrescentadas as fitas posteriores. Elas evocam as fitas que na Antiguidade cingiam a cabeça dos sacerdotes.

A tiara era imposta ao novo Papa pelo Cardeal protodiacono pronunciando a seguinte fórmula: “Recebe a tiara ornada com três coroas e sabe que és o pai dos príncipes e dos reis, o reitor do mundo, o vigário na terra do Salvador nosso Jesus Cristo, ao qual se deve todo honor e toda glória pelos séculos dos séculos”.

Em virtude destes significados, a tiara foi particularmente odiada pelos inimigos da Igreja e de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, em sentido contrário, ela foi amada até a efusão do sangue pelos santos e pelos fiéis especialmente devotados ao sucessor de Cristo.

Nações e dioceses fizeram questão de doar mais ricas e esplendorosas tiaras ao Pai comum da Cristandade. Por isso há várias tiaras. Elas competem em arte, beleza e riqueza. Alguns Pontífices sobremaneira amados ganharam mais de uma, como o bem-aventurado Pio IX. Várias se conservam no Vaticano.

A tiara não era usada no dia-a-dia, mas nas solenidades. O último a usá-la de público foi S.S. Paulo VI na basílica de São Pedro no dia 30 de junho de 1963.

Em 13 de novembro de 1964, na terceira sessão do Concílio Vaticano II, o secretário do mesmo, Mons. Pericle Felici, anunciou que o Papa Paulo VI doava sua tiara aos pobres.

Então Paulo VI desceu do trono e depôs a tiara sobre a mesa do altar em meio às aclamações dos padres conciliares. Aquela tiara lhe fora presenteada pela arquidiocese de Milão, da qual ele foi arcebispo, com o contributo dos fiéis até dos mais humildes e sacrificados. Desde então, nem ele nem seus sucessores, nunca mais a usaram.

Tiara do Beato Pio IX, doada pela Bélgica
Desde a eleição de S.S. João Paulo I, em agosto de 1978, a cerimônia da coroação foi substituída pela simples imposição do pálio.

A mais antiga representação das chaves cruzadas tendo sobre si a tiara é tempo do pontificado de Martinho V (1417-1431). O sucessor, Eugenio IV (1431-1447), cunhou esse emblema numa moeda de prata, conhecida como o “grosso papale”.

As chaves simbolizam os poderes dados ao Papa por Nosso Senhor Jesus Cristo Evangelho (Mat, 16-19).

Uma chave é dourada e significa que o Papa tem o poder supremo na ordem espiritual. A chave de prata indica que o Poder supremo do Papa sobre a ordem temporal é circunscrito a tudo aquilo que se refere à Fé e à Moral, conservando a ordem temporal sua autonomia naquilo que excede esses campos superiores. A chave dourada passa por cima da chave de prata.

As duas chaves condensam todos os poderes do Papa.

Há pelo menos oito séculos, os Papas têm seu próprio brasão pessoal. No atual de S.S. Bento XVI figura uma concha, a cabeça de moro e um urso.

No domingo 10 de outubro foi ostentado pela primeira vez o brasão de S.S. Bento XVI com a tiara pontifícia, símbolo exclusivo dos Papas.

Até o presente, em seu lugar, havia uma mitra, símbolo próprio de um bispo.

Brasão pessoal de S.S. Bento XVI
A empresa italiana de bordados de luxo Ars Regia responsável pela confecção do brasão bordado no tapete exposto sob a janela em que o Pontífice fala aos peregrinos, explicou que foi feito segundo “a antiga tradição”.

O cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemolo explicou a “La Croix” que a decisão de não mais usar a tiara fora do próprio Bento XVI, quem agora a restaurou. “No dia seguinte de sua eleição, testemunhou o Cardeal, ele próprio disse-me que ele não queria que a tiara continuasse aparecendo e que queria substituí-la por uma mitra”.

Esta restauração foi recebida com júbilo pelos católicos amantes da Cristandade.

(Fonte: L'Osservatore Romano, 10 agosto 2008)

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Feliz Natal 2022 e Bom Ano Novo!




Vídeo Natal 2021. Comentários de Plinio Corrêa de Oliveira:
Jesus se faz pequenino para nós podermos adorá-lo

Clique na foto para ver:


Luis Dufaur
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

O rosto de Jesus Cristo impresso nas catedrais medievais

Luis Dufaur
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“Eu não posso me esquecer que uma das viagens que eu fiz a Paris, eu cheguei à noitinha. Jantei, e fui imediatamente ver a Catedral de Notre-Dame.

Era uma noite de verão, não extraordinariamente bonita, comum.

A Catedral estava iluminada, e o automóvel em que eu vinha passava da rive gauche para a ilha, e eu via a Catedral assim de lado, e numa focalização completamente fortuita.

Ela me pareceu desde logo, naquele ângulo tomado assim, se acaso existisse ‒ em algum sentido existe ‒ eu diria que é tomado ao acaso, eu olhei e achei tão belo que eu fiquei com vontade de dizer ao automóvel:

Veja vídeo
Vídeo: o rosto de Cristo
impresso nas catedrais medievais
“Pára, que eu quero ficar aqui! Eu sei que o resto é muito belo, mas eu creio que poucos olharam essa Catedral desse ângulo e pararam. E eu quero ser dos poucos, para dar a Nossa Senhora o louvor deste ponto de vista aqui, que os outros talvez não tenham louvado suficientemente.

“Ao menos se dirá que uma vez, um peregrino vindo de longe amou o que muitos outros, por pressa, por isso ou por não terem recebido uma graça especial naquele momento para aquilo, não chegaram a amar.”

E em todos os grandes monumentos da Cristandade, depois de admirar as maravilhas, eu tenho a tendência a ir admirando os pormenores, num ato de reparação, porque esses pormenores talvez não tenham sido amados como eles deveriam ser amados.

E então fazer ao menos isto: amar o que deveria ter sido amado e que foi esquecido. É sempre a nossa vocação de levar à tona as verdades esquecidas, que os homens põem de lado.

Eu fiquei encantado com a Catedral naquele ângulo.

Depois dei a volta, e voltei para o hotel com a alma cheia.

E se alguém naquele momento me lembrasse da palavra da Escritura:

“Eis a igreja de uma beleza perfeita, a alegria do mundo inteiro”, eu teria dito: “Oh! como está bem expresso! É bem o que eu sinto a respeito da Catedral.”

E aí, do fundo de nossas almas, do fundo de nossas inocências, sobe uma coisa que é luz, superluz, mas ao mesmo tempo é penumbra ou é obscuridade sem ser treva.

E é a idéia de todas as catedrais góticas do mundo, as que foram construídas, e as que não foram construídas, dando uma idéia de conjunto de Deus. Que, entretanto, ainda é infinitamente mais do que isso.

Aí o espírito que inspirou todas essas catedrais nos aparece.

E aí, realmente, mais nós vivemos no Céu do que na Terra.

E aí o nosso desejo de uma outra vida, de conhecer um Outro, tão interno em mim que é mais eu do que eu mesmo sou eu, mas tão superior a mim que eu não sou nem sequer um grão de poeira em comparação com Ele, esse meu desejo se realiza.

Eu digo: “Ah, eu compreendo, o Céu deve ser assim!”

Nós amamos ainda mais o puríssimo Espírito, eterno e invisível, que criou tudo aquilo, para dizer:

“Meu filho, Eu existo. Ame-me e compreenda: isto é semelhante a Mim.

“Mas, sobretudo, por mais belo que isto seja, Eu sou infinitamente dessemelhante disto, por uma forma de beleza tão quintessenciada e superior, que é só quando me vires que verdadeiramente te darás conta do que Eu sou.

“Vem, meu filho. Vem, que eu te espero!

“Luta por mais algum tempo, que Eu estou me preparando para te mostrar no Céu belezas ainda maiores, na proporção em que for grande e dura a tua luta.

“Espera que, quando estiveres pronto para veres aquilo que Eu tinha intenção de que visses quando Eu te criei.

“Meu filho, sou Eu a tua Catedral!

“A Catedral demasiadamente grande! A Catedral demasiadamente bela!

“A Catedral que fez florescer nos lábios da Virgem um sorriso como nenhuma jóia fez florescer, nenhuma rosa, e nem sequer nenhuma das meras criaturas que Ela conheceu.”

“Essa Catedral é Nosso Senhor Jesus Cristo.

“É o Coração de Jesus que tirou do Coração de Maria harmonias como nada tirou. Ali, tu o conhecerás.”

Ele disse dEle: “Serei Eu mesmo a vossa recompensa demasiadamente grande”.

Vídeo: O rosto de Jesus Cristo impresso nas catedrais medievais



(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 13/10/79, excerto sem revisão do autor)

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quarta-feira, 23 de novembro de 2022

A coroa de Carlos Magno: jóia adequada ao imperador arquetípico

Luis Dufaur
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Na ilustração vemos a coroa de Carlos Magno (742 – 814), o imperador cristão arquetípico.

Na placa frontal, destacam-se as incrustações de pedras preciosas em cabochon, que é a pedra natural, polida, mas sem lapidação.

As pedras incrustadas na coroa são desiguais e enormes; as placas de metal formam como que um quadro cada uma.

Sobressai o elo possante de um arco, que encima a preciosa jóia.

No ponto mais alto da placa frontal, uma cruz, significando que o princípio de unidade de tudo é o instrumento de suplício e de glória d’Aquele que é único – a Crux Domini Nostri Jesu Christi (a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo), aos pés da qual chorou Maria Santíssima.

Vendo a coroa de Carlos Magno, pode-se tentar fazer a recomposição da fisionomia para a qual o artista idealizou essa jóia, porque não se concebe essa coroa para um rosto banal.

Carlos Magno, modelo ideal de imperador católicoQuem a usa, ou possui a fisionomia de um Carlos Magno ou ela fica desproporcional.

Não sei como se sentiria um filho dele sob tal coroa. É uma jóia que desafia a fronte sobre a qual ela pousa.

Podemos conjeturar o grande imperador coroado, sua fisionomia radiante, seu rosto ostentando a barba branca e, segundo a legenda, florida.

Há um quadro (ilustração ao lado) do pintor alemão Albert Dürer (1471 – 1528), que bem representa essa idéia e a grande personalidade de Carlos Magno.



(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 26-10-1980. Sem revisão do autor. Apud “Catolicismo”, maio de 2009)


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quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Cruz de Lorena: símbolo que os fiéis levantam no abandono geral de Cristo

Luis Dufaur
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Com relativa frequência os católicos veneram uma Cruz com duas traves. Trata-se da cruz patriarcal. Leva esse nome porque é usada pelos Patriarcas católicos desde o século XV.

Mas há também a chamada Cruz de Lorena. Esta é de todo análoga à patriarcal, mas tem uma história peculiar que começou nas Cruzadas. Eis a origem.

Jean II senhor de Chasteaux, no Anjou, governou seu feudo de 1200 a 1248. Em 1239, foi para a Cruzada acompanhando a Thibault IV duque de Champagne.

Na ilha de Creta, em agosto de 1241, recebeu de D. Thomas, bispo de Hiérapetra, um pedaço da Santa Cruz com forma de cruzeiro a duas traves.

De retorno a sua terra natal, o Anjou, Jean II vendeu a relíquia aos cistercienses da abadia de la Boissière. A abadia ficava perto do seu castelo pelo que era fácil ir venerá-la. Foi uma decisão difícil. Mais Jean II ficara muito endividado porque os nobres financiavam a Cruzada de seu próprio bolso.

Brasão com a Cruz de AnjouNo século XIII, a relíquia do Santo Lenho foi posta num relicário esplêndido. E ficou exposta numa capela votiva, ainda existente.

Durante a guerra dos Cem Anos, os monges confiaram a custódia da relíquia ao duque de Anjou, Luis I, cujo castelo ficava em Angers.

O duque era devoto do Santo Lenho. Ele erigiu uma confraria para melhor louvá-lo: a “Ordem da Cruz”.

Também fez bordar uma cruz dupla nas tapeçarias do Apocalipse executadas por Nicolas Bataille.

Durante a guerra dos Cem Anos, a relíquia foi e voltou diversas vezes entre o castelo e a abadia.

Ficou com os monges de modo definitivo em 1456. Nessa época já era reverenciada como a Cruz Dupla de Anjou.

castelo de AngersA relíquia foi preservada da fúria anti-cristã da Revolução Francesa, e está até hoje na capela des Incurables, no hospício de Baugé.

O duque de Anjou imortalizado com o nome do Bon roi René (1408-1480), tornou-se duque de Lorena casando com a princesa Isabelle, herdeira do ducado e levou a devoção pela Cruz de Anjou à Lorena.

Seu neto René II defendeu heroicamente a Lorena levando nas suas bandeiras a cruz dupla.

Após a vitória de Nancy em 5 de janeiro de 1477, René II gravou a cruz no seu escudo.


Ele foi imitado por seus súditos, notadamente pela cidade de Nancy.

Assim a Cruz de Anjou também tornou-se a Cruz de Lorena.

A segunda trave da Cruz, pelo geral menor e por vezes inclinada, representa o “titulus crucis”, a inscrição que Póncio Pilatos mandou colocar na Cruz do Redentor: “Jesus de Nazaré, rei dos judeus” (INRI).

A cruz dupla foi também o primeiro emblema dos reis da Hungria desde o rei Bela III (1148-1196).

Acresce que a coroa da Hungria passou por casamento à casa de Anjou. Foi assim que Luis I (1342-1382) de Hungria e da casa de Anjou gravou a Cruz de Lorena em suas armas.

E Carlos-Roberto I, da mesma família, a fixou no escudo do reino. Da Hungria passou para a vizinha Eslováquia.

A Cruz de Lorena, na Hungria é associada ao título de Rei Apostólico que o Papa Silvestre II concedeu a Santo Estevão. 

O santo foi sagrado como primeiro rei do país, no Natal do ano 1000. A esposa de Santo Estevão também tem culto de Santa, assim como seu filho Santo Américo.

O atual escudo nacional da Hungria é basicamente o de Luís I de Anjou e Hungria. Ele ficou definitivamente estabelecido no tempo da imperatriz Maria Teresa da Áustria.

A Cruz de Lorena foi, além do mais, o insigne símbolo da Liga Católica. Esta coalizão impediu que a França ficasse calvinista nas Guerras de religião provocadas pelos protestantes. Os líderes da Liga pertenciam à família de Guise, dos duques de Lorena.

Cruz de Lorena, da resistênciaA Cruz de Lorena foi adotada pelos franceses inconformados com a dominação nazista de seu país durante a II Guerra Mundial.

Eles a consideraram como o mais apropriado símbolo da França contra a pagã cruz gamada.

Foi assim que a Cruz de Lorena ‒ de Anjou e Hungria ‒ passou a ser o símbolo das minorias fiéis que na hora do abandono geral levantam a Cruz de Cristo e iniciam uma epopéia de resistência saindo de um modo admirável do zero, atravessando inúmeras humilhações e problemas, até que a Providência, no fim, as premia com a vitória que de início se afigurava humanamente impossível.

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