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quarta-feira, 2 de agosto de 2023

O busto-relicário de Carlos Magno, Patriarca da Europa (741-814)

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O papel de Carlos Magno como autêntico edificador da Europa católica é ímpar, tendo ele lançado os fundamentos das nações européias mediante a fundação de um Império que veio a se tornar o Sacro Império Romano Alemão.

Deste patriarca da civilização européia e, mais especialmente, dos povos de língua germânica, conserva-se um busto-relicário na cidade de Aquisgrão.

Convêm lembrar que em certas dioceses do Norte da Europa está permitido o culto nas igrejas a esse imperador como Beato Carlos Magno, e se veneram suas relíquias.

No ano 800, o Papa Leão III recebeu Carlos Magno em Roma, e o proclamou Imperador Romano do Ocidente.

Com o Sacro Império de Carlos Magno nasceu a Europa como unidade de civilização, a Europa católica.

Seu poder, sua grandeza e sua glória eram reconhecidos além de suas fronteiras. Ele foi o árbitro supremo de toda a Europa cristã, o sustentáculo da Idade Média.

Carlos Magno foi o açoite de todos os povos idólatras e o amparo dos povos tementes a Deus.

O Papa era o Senhor de Roma, e Carlos Magno seu protetor.

A Cristandade tinha duas cabeças: uma espiritual, o Papa; e outra temporal, o Imperador.

Este administrou seus domínios através de enviados especiais, os missi dominici (enviados do senhor), um eclesiástico e um secular para cada condado. Eles recebiam os impostos e aplicavam as decisões de arbitragem.

Nesse período imperial, verificou-se um apogeu cultural em numerosas áreas: a literatura, a música, a filosofia, a teologia, as ciências, a arte decorativa, a arquitetura e a indústria têxtil.

Além disso, reinou grande pujança econômica em todos os níveis do Império carolíngio.

Carlos Magno pode ser considerado um predileto da Providência Divina, promotor dos princípios cristãos e cuja atuação constituiu um marco na História da civilização ocidental.

Faleceu em 814, no 46º ano de seu reinado.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, dezembro 1996).



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quarta-feira, 23 de novembro de 2022

A coroa de Carlos Magno: jóia adequada ao imperador arquetípico

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na ilustração vemos a coroa de Carlos Magno (742 – 814), o imperador cristão arquetípico.

Na placa frontal, destacam-se as incrustações de pedras preciosas em cabochon, que é a pedra natural, polida, mas sem lapidação.

As pedras incrustadas na coroa são desiguais e enormes; as placas de metal formam como que um quadro cada uma.

Sobressai o elo possante de um arco, que encima a preciosa jóia.

No ponto mais alto da placa frontal, uma cruz, significando que o princípio de unidade de tudo é o instrumento de suplício e de glória d’Aquele que é único – a Crux Domini Nostri Jesu Christi (a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo), aos pés da qual chorou Maria Santíssima.

Vendo a coroa de Carlos Magno, pode-se tentar fazer a recomposição da fisionomia para a qual o artista idealizou essa jóia, porque não se concebe essa coroa para um rosto banal.

Carlos Magno, modelo ideal de imperador católicoQuem a usa, ou possui a fisionomia de um Carlos Magno ou ela fica desproporcional.

Não sei como se sentiria um filho dele sob tal coroa. É uma jóia que desafia a fronte sobre a qual ela pousa.

Podemos conjeturar o grande imperador coroado, sua fisionomia radiante, seu rosto ostentando a barba branca e, segundo a legenda, florida.

Há um quadro (ilustração ao lado) do pintor alemão Albert Dürer (1471 – 1528), que bem representa essa idéia e a grande personalidade de Carlos Magno.



(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 26-10-1980. Sem revisão do autor. Apud “Catolicismo”, maio de 2009)


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quarta-feira, 3 de agosto de 2022

A coroa imperial da Áustria

Luis Dufaur
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Não se pode querer uma coroa mais admirável e que exprima melhor o ideal monárquico, com o que ele tem de sobrenatural, do que a coroa da Áustria

A coroa consta de linha, o jogo de cores, e depois os materiais empregados.

A linha é muito suave, mas muito séria. Há uma porção de coroas cheias de vueltas y vuelteretas. Essa aqui não.

É séria como pode ser séria a alma de uma mãe. E, ao mesmo tempo, é doce, é suave.

É uma coroa materna, feita para um imperador que manda como uma mãe.

O conjunto é de uma elegância, de uma distinção e de uma grandeza que impõe respeito.

Essa dignidade está também no seguinte no fato que ela é chamada coroa mitral. Porque suas formas repetem um pouco a forma da mitra de um bispo.

No alto tem uma safira admirável, e em cima da safira uma pequena cruz que não aparece muito.

É muito faustoso que haja essas aberturas de mitra com veludos dentro.

A coroa ficaria mais cara se enchesse tudo de ouro. Mas isso não é jóia de banqueiro, é jóia de rei. Não precisa estar mostrando dinheiro, basta mostrar a superioridade. Essa é superioridade que o dinheiro não dá, é a superioridade do rei.

A quantidade de pedras preciosas é impressionante. As pérolas são enormes.

Mas, o conjunto da coroa vale muito mais do que as partes. É como o Universo. Deus quando repousou, diz o Gênesis, examinou a sua obra constatando que cada parte era boa, mas o conjunto era excelente.

É o elogio que merece essa coroa.

Deu a meu ver a coroa mais bonita do mundo. Mais do que a de Carlos Magno.

Na de Carlos Magno, havia o germe disso. Esta coroa é a plena expansão do espírito de coroa de Carlos Magno.

Os três símbolos mais altos são a cruz, a espada e a coroa.

A cruz é a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. É tudo, sem ela nada é nada. Sem ela, até a coroa é lixo.

Depois vem a espada do cruzado.

Por fim, a coroa do imperador do Sacro Império.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 11/06/92. Sem revisão do autor.)

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quarta-feira, 30 de março de 2022

A mensagem da coroa de Carlos Magno

Coroa de Carlos Magno, primeiro imperador sagrado pelo Papa
Luis Dufaur
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A coroa de Carlos Magno traz mensagens.

Ela fala de algo muito maior.

É como se essa coroa reacendesse em nós algo de maior ainda do que o ambiente histórico em a coroa esteve.

Ela traz uma mensagem e põe algo a viver dentro da pessoa que presta atenção.

É se a pessoa se abre à mensagem, ela se engaja com a coroa e seu significado.

E se várias pessoas são sensíveis a essa mensagem, nasce entre elas um relacionamento de alma.

A coroa de Carlos Magno simboliza valores absolutos, que não mudam jamais e pairam por cima dos homens.

E os símbolos têm a missão de nos dar a conhecer esses absolutos de um modo sensível.

Nós não temos uma visão direta dos valores absolutos, mas quando conhecemos um símbolo como a coroa de Carlos Magno ali sim percebemos o que é que são esses absolutos.

E quando a pessoa se abre a influência impalpável e indizível do absoluto representado pela coroa, ela entra num relacionamento profundo de alma com a coroa e tudo o que ela representa.

Nesse relacionamento, um valor que está em Deus, quer dizer o absoluto, passa a habitar dentro da pessoa.

O que é o absoluto ai? É Deus visto nos reflexos que Ele pôs na Criação.

A alma humana foi feita para conhecer e amar o absoluto, esses valores que existem em Deus e resplandecem nos símbolos.

E enquanto a alma não conhece esses símbolos do absoluto, ela em verdade não viveu.

Enquanto ela não conhece e ama os absolutos, sente o peso da vida de bicho que ela levou.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 3/1/80. Sem revisão do autor.)

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