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quarta-feira, 1 de março de 2023

Proclamar com ufania a glória da Cruz

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A honra de Nosso Senhor Jesus Cristo é reivindicada pela Igreja.

Por isso os católicos tomaram a cruz como sinal de honra, símbolo de tudo quanto há de mais sagrado e de mais santo.

Como conseqüência, temos as manifestações características dos tempos de fé: a cruz colocada no alto das coroas, como sinal distintivo dos mais nobres; nos brasões das famílias de alta aristocracia; e como insígnia das condecorações.

Tudo comprovando que o católico celebra a Exaltação da Santa Cruz a fim de glorificá-la, em repúdio à humilhação sofrida por Nosso Senhor com a crucifixão, e assim revidar com ufania cavalheiresca e sobrenatural.

Tomar a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo e glorificá-la; proclamar a glória da cruz com ufania; esmagar as humilhações que o adversário procura impingir contra ela — daí vem a palavra “exaltar”, isto é, levantar bem alto aquilo que estava humilhado.

É a glorificação da cruz de Nosso Senhor.


Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 29 de setembro de 1965. Sem revisão do autor.






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quarta-feira, 23 de novembro de 2022

A coroa de Carlos Magno: jóia adequada ao imperador arquetípico

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Na ilustração vemos a coroa de Carlos Magno (742 – 814), o imperador cristão arquetípico.

Na placa frontal, destacam-se as incrustações de pedras preciosas em cabochon, que é a pedra natural, polida, mas sem lapidação.

As pedras incrustadas na coroa são desiguais e enormes; as placas de metal formam como que um quadro cada uma.

Sobressai o elo possante de um arco, que encima a preciosa jóia.

No ponto mais alto da placa frontal, uma cruz, significando que o princípio de unidade de tudo é o instrumento de suplício e de glória d’Aquele que é único – a Crux Domini Nostri Jesu Christi (a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo), aos pés da qual chorou Maria Santíssima.

Vendo a coroa de Carlos Magno, pode-se tentar fazer a recomposição da fisionomia para a qual o artista idealizou essa jóia, porque não se concebe essa coroa para um rosto banal.

Carlos Magno, modelo ideal de imperador católicoQuem a usa, ou possui a fisionomia de um Carlos Magno ou ela fica desproporcional.

Não sei como se sentiria um filho dele sob tal coroa. É uma jóia que desafia a fronte sobre a qual ela pousa.

Podemos conjeturar o grande imperador coroado, sua fisionomia radiante, seu rosto ostentando a barba branca e, segundo a legenda, florida.

Há um quadro (ilustração ao lado) do pintor alemão Albert Dürer (1471 – 1528), que bem representa essa idéia e a grande personalidade de Carlos Magno.



(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 26-10-1980. Sem revisão do autor. Apud “Catolicismo”, maio de 2009)


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